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  • lisiegama

E você, é vegan?

Essa é uma pergunta que eu que vos falo (Lisi), faço sempre para nossos clientes. Quem já passou por aqui, sabe como adoro uma conversa e gosto de saber um pouquinho sobre a vida de vocês e o que acreditam. 

Já ouvi dezenas e dezenas de histórias e respostas, positivas, negativas, envergonhadas e curiosas e algumas me chamaram bastante atenção e me fizeram refletir muito - e quero compartilhar uma delas com você.


‘não consumo nada de origem animal, nem para comer, nem de uso pessoal, nem de higiene, mas não me considero vegana, porque isso me leva a seguir um padrão já estabelecido.’


E isso foi o que bastou para uma conversa longa e gostosa acontecer, cheia de novas ideias. A pessoa em questão é sim, aos meus olhos, vegana, e não pude deixar de perguntar: mas você é vegana! Porque não gosta desse termo?

'por que um dia posso precisar de uma vacina, de um remédio ou algo do tipo, e não desejo que as pessoas que me conhecem me julguem por escolher algo que tenha algum componente animal, porque se for necessário para mim, vou usar.'


Essas palavras me fizeram refletir muito. 


‘Será que sou vegana mesmo ou é melhor afirmar que sou vegetariana estrita, ou somente vegetariana?’

Mas logo tudo clareou.

Nessa busca por saber qual definição se aplicava a mim (que não consumo nada também, mas que certamente faria escolhas como a mulher da história acima) encontrei um relato de como as pessoas que iniciaram esse movimento se posicionavam sobre o veganismo:

‘Excluir, na medida do possível e do praticável, o uso de qualquer produto de origem animal’

- pensamento tal que me leva a uma reflexão infinita sobre ser ou não possível viver 100% (hoje, em 2020) sem causar nenhum impacto a outros seres. Cheguei então, em um equilíbrio de pensamentos quando me dei conta de que o possível e praticável depende da situação em que você vive no momento.


Sabe aquele papo da ilha deserta?


Essa é uma cena que ilustra, por exemplo, uma pessoa sofrer um acidente grave e ficar muito tempo internado - nenhum hospital (SUS ou não) está preparado para uma pessoa que não consome nada de origem animal. Experenciamos essa situação e conseguimos excluir a carne do cardápio (com muita luta) mas a única fonte de proteína que nos deram era feita de leite - e o que era possível e praticável naquele momento?

Sim, nós fizemos e faríamos o que fosse possível e praticável.


Então me dei conta de que dando o meu melhor, excluindo o máximo que eu puder e que estiver dentro das minhas condições, me torna sim uma vegana. Torna sim aquela mulher do início desse texto, vegana. 


Espero conseguir simplificar o veganismo para você com esse texto - não existe 100%.

Faça seu melhor, cuide do que você pode e não se condene se não for possível e praticável - deixe o veganismo ser leve para você!



Escrito por Lisie Gama.



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